A Região Metropolitana de Campinas foi constituída em 19 de Junho de 2000, com 19 cidades constituíntes. A região representa 9,5% do PIB paulista e 4% do PIB brasileiro. A nona maior região metropolitana do Brasil tem quase 3,7 milhões de habitantes.
A RMC é cortada pela Rodovia dos Bandeirantes e a Rodovia Anhanguera, a rodovia SP-304, que vai até Piracicaba, a Rodovia Dom Pedro I, que faz a ligação da cidade de Campinas até o Vale do Paraíba
A produção industrial diversificada – com ênfase em setores dinâmicos e de alto input científico / tecnológico, notadamente nos municípios de Campinas, Paulínia, Sumaré, Santa Bárbara d'Oeste, Americana e Jaguariúna – vem resultando em crescentes ganhos de competitividade nos mercados internos e externos.
Os primeiros registros sobre a ocupação do território de Americana datam do final do século XVIII e fazem menção a Antônio Machado de Campos, Antonio de Sampaio Ferraz, Francisco de São Paulo e André de Campos Furquim, que se estabel eceram nas terras de Salto Grande, distribuídas ao longo das margens dos rios Atibaia e Jaguari, afluentes do Rio Piracicaba.
A construção da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, iniciativa dos fazendeiros de café da região, facilitava o escoamento desses produtos regionais. Nesse período, com o loteamento de terras ao redor da estação, pelo Capitão Ignácio Correa Pacheco, formou-se o 1º Núcleo Urbano.
A Fábrica de Tecidos Carioba é considerada como berço da industrialização de Americana e, juntamente, com a inauguração da Estação da Cia Paulista de Estradas de Ferro, da qual distava 3 Km evoluiu para a atrativa vila industrial a partir dos primeiros anos deste século. Local de características ímpares por sua privilegiada situação geográfica, um recanto de rara beleza natural chegou ao apogeu de seu desenvolvimento têxtil, arquitetônico e paisagístico sob a administração da família Müller.
Carioba, ao lado da importante atividade têxtil que atraía a mão de obra dos imigrantes estabelecidos na região, oferecia também inúmeras possibilidades de educação e lazer em meio a uma intensa participação cultural. Tornou-se um cartão de visitas para numerosos visitantes tanto do Brasil como do Exterior.
Criado por Lei de 12 de Novembro de 1924, o Município de "Vila Americana" foi solene e oficialmente instalado em 15 de janeiro de 1925.
Os primeiros registros sobre a ocupação do território de Americana datam do final do século XVIII e fazem menção a Antônio Machado de Campos, Antonio de Sampaio Ferraz, Francisco de São Paulo e André de Campos Furquim, que se estabel eceram nas terras de Salto Grande, distribuídas ao longo das margens dos rios Atibaia e Jaguari, afluentes do Rio Piracicaba.
A construção da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, iniciativa dos fazendeiros de café da região, facilitava o escoamento desses produtos regionais. Nesse período, com o loteamento de terras ao redor da estação, pelo Capitão Ignácio Correa Pacheco, formou-se o 1º Núcleo Urbano.
A Fábrica de Tecidos Carioba é considerada como berço da industrialização de Americana e, juntamente, com a inauguração da Estação da Cia Paulista de Estradas de Ferro, da qual distava 3 Km evoluiu para a atrativa vila industrial a partir dos primeiros anos deste século. Local de características ímpares por sua privilegiada situação geográfica, um recanto de rara beleza natural chegou ao apogeu de seu desenvolvimento têxtil, arquitetônico e paisagístico sob a administração da família Müller.
Carioba, ao lado da importante atividade têxtil que atraía a mão de obra dos imigrantes estabelecidos na região, oferecia também inúmeras possibilidades de educação e lazer em meio a uma intensa participação cultural. Tornou-se um cartão de visitas para numerosos visitantes tanto do Brasil como do Exterior.
Criado por Lei de 12 de Novembro de 1924, o Município de "Vila Americana" foi solene e oficialmente instalado em 15 de janeiro de 1925.
Descobertas as minas goianas por volta de 1720, bandeirantes paulistas tomaram aquela direção. Ordenou-se então a abertura de um caminho no meio do mato para possibilitar as comunicações de São Paulo com as minas há pouco achadas: O Caminho de Goiases. Meio século depois da abertura do caminho, o bairro das Campinas do Mato Grosso de Jundiaí (expressão que designava as matas fechadas) já tinha 300 moradores e 50 casas interligadas por um picadão, mas ainda muito isoladas em tempos chuvosos. O povoamento efetivo começou com a chegada de Francisco Barreto Leme, entre 1739 e 1744 que, juntamente com família e conterrâneos, veio a se instalar em terras adquiridas de uma sesmaria.
No mês de maio de 1774, o então governador Morgado Mateus outorgou a Barreto Leme a fundação do núcleo e estipulou algumas medidas urbanísticas básicas para o local. No dia 14 de julho de 1774, foi celebrada a primeira missa, por Frei Antônio de Pádua, primeiro vigário da paróquia. Essa ficou sendo a data oficial da fundação da cidade, na época Freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso de Jundiaí. A partir da economia cafeeira, Campinas passou a concentrar um grande contingente de trabalhadores escravos e livres (de diferentes procedências), empregados em plantações e em atividades produtivas rurais e urbanas. No mesmo período (segunda metade do século XVIII), a cidade começava a experimentar um intenso percurso de "modernização" dos seus meios de transporte, de produção e de vida, permanecendo vivo até hoje na memória da cidade, aspectos diversos destas transformações.
Com a crise da economia cafeeira, a partir da década de 1930, a cidade "agrária" de Campinas assumiu uma fisionomia mais industrial e de serviços. No plano urbanístico, por exemplo, Campinas recebeu do "Plano Prestes Maia" (1938), um amplo conjunto de ações voltado a reordenar suas vocações urbanas, sempre na perspectivas de impulsionar velhos e novos talentos, como o de pólo tecnológico do interior do Estado de São Paulo. Entre as décadas de 1930 e 1940, portanto, a cidade de Campinas passou a vivenciar um novo momento histórico, marcado pela migração e pela multiplicação de bairros nas proximidades das fábricas, dos estabelecimentos e das grandes rodovias em implantação - Via Anhanguera, (1948), Rodovia Bandeirantes (1979) e Rodovia Santos Dumont, (década de 1980).
Na atualidade, Campinas ocupa uma área de 801 km² e conta com uma população aproximada em 1 milhão de habitantes, distribuída por quatro distritos (Joaquim Egídio, Sousas, Barão Geraldo, e Nova Aparecida) e centenas de bairros. Tal vigor econômico e social, trazido em especial pela ampliação de sua população trabalhadora, tem permitido à Campinas constituir-se como um dos pólos da região metropolitana de São Paulo, formada por 19 cidades e uma população estimada em 2,33 milhões de habitantes (6,31% da população do Estado).
Em 1892, descortinara-se uma nova perspectiva de progresso para toda região. O então presidente da Câmara de Campinas, José Paulino Nogueira, autorizava o município a contrair empréstimos para a construção de uma estrada de ferro, a "Carril Agrícola Funilense ", que fora fundada em 24 de Julho de 1890, a qual se incumbira do escoamento da produção agrícola de nossa região, conhecida por Funil.
Com a intenção de intensificar a produção, em 1896, a Câmara Municipal de Campinas, oficializa um projeto visando a formação de uma colônia suíça, onde futuramente seria a cidade de Cosmópolis. Os suíços chegam anos depois.
Mas, por problemas climáticos e de adaptabilidade, poucos ficam . Abre-se oportunidade para outros povos colonizadores : austríacos, alemães, italianos. Eles vão obtendo suas terras , plantando e construindo suas comunidades.
O povoado vai crescendo, sob várias denominações : do “Campo das Palmeiras”, que era nos idos de 1883, passa a "Burgo" em 1890. Núcleo Campos Sales em 1897 e , em novembro de 1898, com a inauguração do terminal funilense "Barão Geraldo de Rezende", o nome estender-se ao povoado . Em 1905 passa à Fazenda Santa Genebra, e a estação da funilense é batizada de "Cosmópolis" . Cosmo , "Mundo", Polis "cidade ".
Cidade do Mundo. Em 27 de Novembro de 1906 é criado o Distrito de Cosmópolis, subordinado a Campinas. A época marca crescimento da produção agrícola, principalmente do algodão e cana -de- açúcar. Famílias continuam chegando, agora não só para trabalhar na lavoura mas também para estabelecerem comércio, prestarem serviços ou pequenas atividades industriais. Em 30 de Novembro de 1944, é criado o município de Cosmópolis. A emancipação passa a vigorar a partir de 1º de Janeiro de 1945, quando o Município é instalado através de uma cerimônia cívica.
Com a devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial em toda a Europa, os holandeses viram poucas perspectivas de futuro em seu País, pois teriam que praticamente reconstruí-lo. O governo holandês incentivou então a imigração principalmente para o Canadá, Austrália, França e Brasil. O Brasil seria o único País a aceitar imigração de grandes grupos, sendo estes católicos. A Associação dos Lavradores e Horticultores Católicos da Holanda enviou para o Brasil uma comissão para viabilizar o projeto de imigração e firmar um acordo junto ao governo brasileiro.
Em 14 de julho de 1948, o líder e idealizador do projeto de imigração, o Senhor J. Gerrt Heymeyer, oficializou as atividades de exploração e colonização fincando uma pá simbólica no chão, dizendo a seguinte oração; "Deus, abençoe o nosso trabalho". Formou-se a Cooperativa Agro Pecuária Holambra, cujo nome originou das iniciais HOLanda, AMérica, BRAsil.
Nos primeiros meses de colonização foram enviados para o Brasil, primeiramente um grupo de solteiros, para a preparação de chegada das famílias. Era necessária o melhoramento das casas que já haviam, casas estas de pau a pique onde o piso de chão batido foi substituído por cimento e as paredes pintadas com cal. Diziam as senhoras que as crianças nascidas nestas casas, já eram batizadas ao nascer, pois quando chovia, chovia mais dentro do que fora. E antes de irem dormir era necessário dar uma varridinha no chão, para certificar de que nenhuma cobra se encontrava dentro de casa. A construção de casas de alvenaria em série não demorou, formando assim as primeiras vielas.
O trabalho mútuo em comunidade, ajudou a formar os primeiros sítios e as primeiras plantações. O trabalho era muito pesado devido ao clima e nem sempre a capacidade física dos imigrantes era levada em consideração pelas lideranças, que aliás eram pouco experientes. Mas as primeiras colheitas se viram prejudicadas pelas chuvas e aparecimento de ervas daninhas.
Até os anos oitenta Holambra era uma pequena comunidade sem grandes problemas a nível social. Resolvia-se tudo entre eles mesmo, com comissões de voluntários de todas as áreas, como por exemplo: comissão de igreja, outro de esporte, saúde, cultural e outros. Para os assuntos municipais, Holambra pertencia a Jaguariúna, más sua localização se dividia nos municípios de Artur Nogueira, Cosmópolis, Santo Antonio de Posse e Jaguariúna. Os impostos pagos pouco revertiam melhorias para Holambra.
Em 27 de outubro de 1991, deu se a votação do plebiscito decidindo a emancipação politico-administrativa , criando o município de Holambra. Em primeiro de janeiro de 1993, tomou posse o primeiro prefeito de Holambra. Em abril de 1998, Holambra recebe o título de Estância Turística. Hoje com estimativa de 10 mil habitantes, Holambra se firma no cenário nacional e internacional como Cidade das Flores.
Em 1798 foram doadas as sesmarias que eram ligadas a Campinas, para Joaquim José Teixeira Nogueira. Proprietário de engenho de cana-de-açúcar, acabou consolidando sua estabilidade econômica, agrícola e pastoril por estas terras. Na época da abolição dos escravos, Francisco Teixeira Nogueira Júnior, seu neto, distribuiu uma área considerável para os escravos. Mas a doação, feita verbalmente, acabou roubada pelo médico americano Dr. Jonas, que cobrava cinco mil Contos de Réis por uma simples consulta. As terras negociadas eram cercadas por divisas de vales e rios por espertalhões que se aproveitavam da ingenuidade dos escravos, principalmente no bairro Matão.
Como essa área não favorecia a plantação de café, as terras foram dedicadas à plantação de algodão, cana e parte pastoril. Era considerada também o caminho principal que levava ao comércio de gado e plantações.
Hortolândia tem origem em Campinas e Sumaré. Por volta de 1866, a área do município estava dividida em grandes e pequenas propriedades agrícolas. Esta região, pertencente à Campinas, se destacava nas produções de café, algodão e açúcar, além das culturas de subsistência. Os registros mostram que, no final do século XIX, aconteceram várias vendas de terra na região, que era denominada de Jacuba, ou terra preta, “Sítio de Jacuba”, como dizem os documentos.Os documentos mencionam terras, mas pouco se referem a casas ou benfeitorias. Jacuba era ainda uma região pouco povoada e de fraca atividade econômica.
Jacuba era passagem de tropeiros, colonos e escravos. Eles passavam por áreas próximas, onde hoje é o bairro Taquara Branca. À beira do rio faziam uma parada quase que obrigatória para descansar, dar água aos animais e até para pouso. Segundo historiadores, estas pessoas aproveitavam o descanso para comer um pirão chamado “Jacuba”, feito de farinha de mandioca, cachaça, açúcar e mel. Assim, por causa das denominações populares, o local passou a se chamar Jacuba.
O povoado começou a tomar expressão quando foi inaugurado, em 1896, o posto telegráfico. Mais tarde, em 1917, o posto telegráfico de Jacuba passou a ser estação ferroviária. Só em 1947 é que começa o seu crescimento, com a apropação do loteamento Parque Ortolândia, de propriedade de João Ortolan. Em dezembro de 1953, o povoado de Jacuba, pertencente ao Distrito de Santa Cruz, município de Campinas, foi elevado a Distrito de Jacuba, do município de Sumaré, emancipado na mesma época. Em 1958, Jacuba passa a ser conhecida como Hortolândia, distrito de Sumaré. Trinta e três anos depois, em 19 de maio de 1991, Hortolândia emancipa-se de Sumaré, passando a ter uma identidade própria no processo de desenvolvimento da região.
O nome "Indaiatuba" é uma junção de dois termos da língua tupi-guarani: "Indaiá" que designa um tipo de palmeira, e "tuba", que equivale a grande quantidade. Portanto "Indaiatuba" significa muitos "Indaiás". A denominação se prendeu às características da paisagem e da vegetação da localidade, hoje já alteradas. Tornou-se oficial em 1830, embora haja notícia de que tenha sido utilizada anteriormente.
A existência marcante de palmeiras do tipo "Indáia", carregadas de pequenos cocos, fez com que "Indaiatuba" tivesse recebido, entre meados do século 18 e início do 19, a denominação de "Cocais". O povoado que deu origem ao município teria recebido primeiramente o nome de "Votura", designação do ribeirão cuja foz era próxima ao local da povoação.
Com o crescimento, Indaiatuba se tornou uma cidade turística. Indaiatuba se destaca no turismo de negócios, com a presença de grandes empresas do setor automotivo como a Toyota do Brasil e o campo de provas da General Motors, seguido pelo religioso com o Mosteiro de Itaici, onde acontece a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o turismo rural, com visitas em diversos locais como o sítio Bela Vista, onde é produzida acerola orgânica e pode se apreciar diversas delicias do produto, além de ser um dos maiores produtores de uva de mesa do Estado. Também não podemos esquecer do turismo de eventos com os campeonatos de motocross, bicicross, skate e ciclismo. Portanto venha conhecer a Cidade onde o Sol tem Calor de Amizade.
No que diz respeito à constituição do município, o caminho foi aberto decididamente no século XIX: em 1830, Indaiatuba tornou-se Freguesia da Vila de Itu e em 1859 foi elevada a categoria de Vila. Já a data de fundação do povoado inicial é incerta. A tradição oral estabelece que a povoação foi fundada em fins do século XVII, por José da Costa, que teria edificado uma capela de madeira junto ao Rio Jundiaí, próximo à foz do Ribeirão Votura (atual Córrego do Caldeira) também conhecido como Córrego Barnabé ou Bela Vista). O povoado teria se iniciado em torno da capela.
Por volta de 1740, os habitantes da povoação original, pouso habitual de tropeiros, teriam se transferido para uma área de terras devolutas existente entre duas sesmarias, a aproximadamente seis quilômetros de distância, na direção de Campinas. A transferência teria sido motivada por uma violenta epidemia de varíola, relacionada, pelos moradores. à insalubridade local. A história subsequente de Indaiatuba deu-se a partir deste novo local.
A fundação de Itatiba, remonta ao primeiro quartel do século XIX. Segundo antigas crônicas, alguns fugitivos de Atibaia e Piracaia (antiga Santo Antonio da Cachoeira) adentraram nas matas do atual município descendo o Rio Atibaia. Descobertos pelas escoltas de Piracaia e Atibaia, os fugitivos se embrenharam ainda mais no sertão, criando uma pequena comunidade.
As notícias da descoberta de novas terras férteis logo chegaram à Atibaia e Jundiaí, fazendo com que novas famílias chegassem para se dedicar ao plantio. Dentre os pioneiros encontrava-se Antonio Rodrigues da Silva - "Sargentão"- que havia trazido consigo uma imagem de Nossa Senhora do Belém e em louvor da qual erigiu, em 1814, uma pequena capela, no atual bairro do Cruzeiro. Com o aumento da população, o templo tornou-se pequeno. Assim, em 1827, os moradores decidiram construir uma outra capela e, em 1829, solicitaram que a localidade fosse elevada para a categoria de Freguesia. No entanto, o pedido não foi atendido, sendo necessário se fazer outro. Após o segundo pedido alcançaram sucesso: pelo Decreto Imperial de 09 de Dezembro de 1839, D. Pedro I criava a Freguesia de Nossa Senhora do Belém, na então Vila de Jundiaí.
Em 1857, deu-se a elevação da Freguesia para Vila, com o nome de Belém de Jundiaí. Conservando a mesma denominação, a Vila foi promovida a cidade no ano de 1876. A modificação do nome ocorreu um ano mais tarde (1877) quando a Vila passou a se chamar Itatiba, que significa "Muita Pedra" na língua Tupi.
Após sucessivas crises, dentre elas a de 1929, a produção decaiu e Itatiba passou a adotar um perfil mais industrial. As primeiras grandes indústrias que se instalaram no município pertenciam ao ramo têxtil, de fósforos e de calçados. A partir dos anos 60, a cidade conheceu um novo surto de desenvolvimento: data dessa época a instalação das primeiras indústrias ligadas ao ramo moveleiro, que tinham como característica principal a produção de móveis em estilo colonial. Por essa especialidade, Itatiba passou a ser conhecida como "a Capital Brasileira do Móvel Colonial".
Atualmente, a indústria se diversificou e, com a instalação de um moderno Distrito Industrial, a cidade segue esse caminho não se esquecendo, no entanto, da agricultura que ainda hoje é bastante importante, transformando Itatiba no primeiro produtor nacional de vagem - "Vagem Itatiba".
Itatiba é uma cidade de potencial turístico, onde se desenvolvem várias atividades ligadas ao Turismo Rural, Hitórico-Cultural e de Eventos. Como a cidade foi construída incrustada em colinas, com uma beleza natural notadamente reconhecida, recebeu o pseudônimo de "Princesa da Colina". Itatiba possui um clima excelente o ano todo e um dos menores índices de poluição do Brasil, em se tratando de cidades de médio porte. Antigamente, Itatiba era conhecida como a "Suiça Paulista".
A origem de Jaguariúna remonta aos tempos do antigo caminho dos Goiáses, quando por aqui passavam os bandeirantes, tropeiros e boiadeiros rumo a Goiás e Mato Grosso. Com o florescimento dos Engenhos de Açúcar e, depois, das enormes plantações de café, surgiram as grandes fazendas: as Casas Grandes e os Barões. A fundação da cidade está ligada à decisão do Coronel Amâncio Bueno (primo de Campos Sales, que foi Presidente da República, e da baronesa de Ataliba Nogueira) em construir uma Vila em terras de sua propriedade, desmembrando, assim, a Fazenda que se denominava “Florianópolis”, transformando-a em uma colônia que começou a abrigar os imigrantes italianos e portugueses.
As terras da Fazenda Florianópolis foram doadas por D.Pedro II aos pais do Coronel Amâncio Bueno. Suas terras ocupavam a margem esquerda do Rio Jaguary (hoje os resíduos daquelas vastas terras se restringem á pequena área ocupada pela Fazenda Serrinha).
Esses imigrantes, observando que a construção da Estrada de Ferro era uma realidade que logo se concretizaria, começaram a transformar aquelas terras férteis em uma rica e promissora região agrícola.
Em 1875 a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro assentou seus trilhos na então Vila Bueno, com a construção do ramal Campinas-Mogi Mirim inaugurado pelo Imperador D. Pedro II. Com a também inauguração da Estação de Jaguary, cujo nome é devido ao rio que margeava o traçado da linha férrea, e com a epidemia da febre amarela na cidade de Campinas, grande parte da população deslocou-se para outras regiões, muitos comerciantes começaram a desembarcar na Estação de Jaguary e aqui instalaram seus negócios e moradia. Como tinha uma grande visão do futuro e notando o desenvolvimento do lugar, o coronel Amâncio Bueno iniciou nos idos de 1889 a construção de uma matriz, em estilo gótico-bizantino, até conseguir por provisão em 19 de fevereiro de 1892 criar a paróquia de Santa Maria, padroeira do lugar.
Em 1894, o coronel Amâncio Bueno encomenda uma planta do bairro Jaguary, projetada pelo engenheiro alemão Guilherme Giesbrecht e, junto aos poderes constituídos da época, conseguiu a criação do Distrito de Paz de Jaguary, vinculado ao município de Mogi Mirim, pela Lei nº 433 de 05 de Agosto de 1896.
Por força do Decreto Lei nº. 14.344, de 30 de novembro de 1944 foi acrescido ao vocábulo JAGUARY o termo UNA, nome de origem tupy guarany, cuja tradução oficial é: JAGUAR = onça; Y = água, rio e UNA = preta. Jaguariúna significa, portanto: Rio da Onça Preta ou Rio das Onças Pretas.
O bairro continuou em franco progresso, mas os seus habitantes sentiam-se restritos nas diversas transações que realizavam, devido às decisões governamentais serem centralizadas e os tributos públicos atingirem taxas elevadas, obstando o desenvolvimento da época.
Formou-se então em 1953 uma comissão composta de homens ilustres e de uma dinâmica sem par que, a 10 de Abril de 1953, assinava ofício à Assembléia Legislativa cujos atos versavam sobre a emancipação política de nossa terra, juntamente com uma farta documentação e uma extensão memorial que compilava dados sobre a nossa capacidade de autonomia nos setores industriais, agrícolas, comerciais e pecuários.
Em 30 de Dezembro de 1953, o povo jaguariunense recebia a grata notícia: De acordo com a Lei nº. 2456 ficara criado o Município de Jaguariúna, com demarcação da linha limítrofe, bem como o desmembramento de nossas terras do município de Mogi Mirim.